28/06/2006
20/06/2006
19/06/2006
Nicky: There's two of yer! Who's he?
Artful Dodger: New pal.
Nicky: Where's he from?
Artful Dodger: Greenland.
"Oliver Twist", Roman Polansky
Posted by Tomilho at 17:07 0 comments
16/06/2006
14/06/2006
Forced Entertainment - "The World in Pictures"
Somewhere, amid the frequent downfalls of fire-proofed theatrical snow, the ragbag of dodgy costumes, the swirling music and the improvised scenery there’s a bold attempt to tell the Story of Mankind.
Complete with cavemen in bad wigs and over-enthused performances this epic narrative sets the tone with its beginning – a recreation, in the form of a ‘volcano dance’ – of a scene from the 1970’s movie depicting prehistoric life; One Million Years BC. Attempting to steer us from cave to shopping mall this ill-advised version of the Story of Man proceeds to unravel amidst a storm of variably inaccurate advice and lewd interjections from the narrator’s disruptive ‘chorus’ of colleagues.
Omitting much more than it can ever find words or time to describe The World in Pictures finds its shambolic, mock grandiose and comical way from way back then to right here and now, somewhere along the way finding an articulacy and a pathos that its stumbling beginnings do not hint at.
By turns a disarmingly low-key thought-experiment which slowly takes us to another place and an illustrated lecture on the contents of the contemporary world, The World in Pictures deftly moves beyond the confines of its narrative, to touch on memory, mortality, the past, the future and the intricate detail of our own lives.
Posted by Tomilho at 16:43 1 comments
09/06/2006

Saúda-se o regresso de um velho amigo à blogoesfera.
Vamos ficar atentos ao novo Timor ba nafatin
Posted by Tomilho at 15:52 0 comments
07/06/2006

Aviso geral à navegação: a Alcofa vai-se pôr em viajem,
rumo ao Vale do Pati, Parque Nacional da Chapada Diamantina,
Bahia, Brasil.
Posted by Tomilho at 15:41 0 comments
05/06/2006
"Discotheater" - Teatro Praga
Discotheater é um espectáculo a cavalo entre o teatro e o que é do teatro. Entre a História e o zeitgeist (espírito do tempo). Entre teorias e factos. Entre arte, tradição e autoridade. Entre arte correcta e incorrecta. Entre o meio através do qual se escreve e o modo de o praticar. Entre improvisação e perícia. Entre o sacrifício romântico e o triunfo doloroso. Entre wahn und witz (ilusão e presença de espírito). Entre o dionisíaco e o apolíneo.
Uma discoteatralização contínua. Uma linha de montagem de imagens e de rasgos explosivos de mestria. Uma phantasmagoria. Um não-lugar discoteatral povoado de mestres que paradoxalmente ensinam a sua mestria não ensinando, mestres que se autoproclamam como tal. Tudo e todos à espera da luz. Do aufklärung (iluminação). It sounded so old – yet was so new. Soava tão velho, mas ao mesmo tempo era tão novo. Nos tempos que correm, a procura do novo deriva de uma consciência que perdeu o pé perante o real, pois parece ser uma deriva quixotesca. Uma mestria impraticável. Um desejo do que não existe. Uma coisa que não há. Por isso, um gatilho para ensaiar uma continuação. E se nos lembrarmos que já caíram folhas secas de uma teia, que já houve uma tempestade de produtos alimentares no palco, que já houve três mil convidados para ver uma galeria vazia, que já irromperam cavalos pela cena, que já foram confeccionadas refeições quentes servidas por actores-músicos, que já se construiu um cenário labiríntico por onde os espectadores tinham de encontrar o seu caminho, que já se fez um chão-canteiro repleto de cravos vermelhos, o que nos restará a nós? Só mesmo continuar.
Imagem de sonho: durante o espectáculo, cairão imensos copos por essas pistas fora, um deles manchará um vestido que cobre um corpo que não o previra. Essa pessoa pensará que preferiria ter nódoas negras espalhadas pelo corpo encobertas por um vestido imaculado.
No Discotheater sentir-nos-emos como se estivéssemos dentro de um sonho. Tivemos um sonho maravilhoso que mal nos atrevemos a pensar nele, pois temos medo de o ver desaparecer. É essa precisamente a nossa missão: interpretar e fixar sonhos. Não haverá nada mais do que isso. Vamos contar-vos o nosso sonho matinal. E esperamos acordar ao mesmo tempo. Era assim que gostávamos que fosse.
Teatro Praga, Março de 2006
Posted by Tomilho at 11:20 3 comments
01/06/2006
29/05/2006
Antónia Font! Que guay, que guay, que extraterrestres más originales!
Posted by Tomilho at 15:47 6 comments
12/05/2006

N'Alcofa os fabulosos Clem Snide, uma banda de Brooklyn com um nome retirado do "Naked Lunch" de William S. Burroughs. E para nos alegrar o dia oiçam este Fill Me With Youre Light (mp3).
Posted by Tomilho at 17:57 7 comments
Eu sou testemunha de uma época ultrapassada, que conta histórias povoando-as com as suas experiências, as suas recordações, as fábulas que lhe foram transmitidas na infância. A minha vida está cada vez mais desligada do presente. Em Córdova, desde 1989, na sequência de uma exposição e do portfolio Corto em Cordoba, editado pelos meus amigos italianos da libraria parisiense Tour de BabeI, o município cede-me uma residência muito antiga da luderia, o velho bairro judeu. Lá organizo festas, reunindo todo tipo de amigos, desde os santos ébrios às putas moralizantes: gosto de reunir gente diversa, e de provocar assim situações originais. Convido os ciganos, que dançam e tocam uma música que remonta à Idade Média. Em Córdova, não há como os ciganos para poder dar um espectáculo de romanças sefarditas.
Algumas das pessoas que convido são consideradas importantes: homens de negócios apressados, editores sempre entre dois aviões, entre dois contratos. Observam e escutam esse espectáculo, e dizem-me que aquela é que é a verdadeira vida. Eles começam a interrogar-se sobre o seu modo de vida, sobre o interesse real do que fazem, e já não querem saber do trabalho. Essas festas são uma viagem ao passado, uma viagem estética em busca da beleza perdida. E graças a essas festas, a beleza do passado faz-se de novo presente. Nessa música sefardita, no olhar dessa bela judia renasce a luderia de Córdoba. Nessas ciganas de sangue judaico, é Rebeca que está de regresso a Córdova, e Rebeca é sempre bela.

Convoco também as descendentes dos Almorávidas berberes, elas vestem-se como outrora, elas dançam, elas cantam, e através delas Fátima é sempre bela. Lá fora, está muito calor, mas aqui o pátio cheio de sombra está florido todo o ano. Ouve-se o repuxo de água, um cigano toca guitarra, uma nuvem passageira confere uma nova tonalidade aos azulejos. As rolas levantam voo das laranjeiras que rodeiam a mesquita. Essa maravilha de pedra é trabalhada como um bordado, cujos motivos fossem fechaduras: falta apenas a chave para abrir a porta do paraíso muçulmano. No pavimento do pátio -um tapete mineral -as jovens dançam, pavimento do pátio -um tapete mineral -as jovens dançam, e Rebeca e Fátima são sempre belas.
Hugo Pratt, “O desejo de ser inútil”
Posted by Tomilho at 17:27 6 comments
10/05/2006
Porque há coisas que vale a pena conhecer e divulgar, a Pé de Chicória é um espaço que dá a conhecer o novo artesanato feito por duas mulheres de Castro Verde: na cerâmica Vanda Lopes, trabalha as cores e Paula Maurício os tecidos. São sonhos, um conjunto de formas, cores e materiais que dão corpo ao novo artesanato feito no Alentejo.
Posted by Tomilho at 11:51 1 comments
09/05/2006
Árvores que dão pássaros
Os pássaros nascem na ponta das árvores
As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros
Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores
Os pássaros começam onde as árvores acabam
Os pássaros fazem cantar as árvores
Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se
deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal
Como pássaros poisam as folhas na terra
quando o outono desce veladamente sobre os campos
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores
mas deixo essa forma de dizer ao romancista
é complicada e não se dá bem com a poesia
não foi ainda isolada da filosofia
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros
Quem é que lá os pendura nos ramos?
De quem é a mão a inúmera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração
Ruy Belo, "Homem de Palavra[s]" (1970)
Posted by Tomilho at 10:50 4 comments
08/05/2006
Quando tu vens ao meu encontro
sorrindo
Rosa precipitada
antigo Mar Vermelho
meu coração
abre-se
in "Cerejas", Ana Hatherly
Posted by Tomilho at 15:32 2 comments
“A Vida nos Rios de Portugal – Peixes & Companhia”
Até ao dia 9 de Julho está em exibição na sala Polivalente do Aquário Vasco da Gama uma exposição temporária com o objectivo de divulgar a fauna dos rios de Portugal. Em aquários que recriam seis habitats diferentes, típicos dos rios portugueses, poderá observar espécies vivas de peixes, acompanhados das espécies mais comuns de anfíbios e répteis.
Pretende-se assim alertar para a riqueza piscícola dos nossos rios e sensibilizar os cidadãos para a conservação do inestimável património biológico dos cursos de água. Esta exposição é montada com a colaboração da Unidade de Eco-etologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) que preparou também um site onde poderá encontar informação detalhada sobre a riqueza biológica dos cursos de água existentes em Portugal. + informação em http://www.peixesdeportugal.com.
Posted by Tomilho at 15:19 4 comments






